quinta-feira, 23 de julho de 2020

Entrevista com Sandra Godinho

Publicou o livro de forma física ou online? Quais as vantagens e desvantagens de se publicar pela forma que escolheu? O livro foi publicado de forma física pela Editora Penalux, num trabalho maravilhoso de diagramação e numa atenção diferenciada que os editores Tonho França e Wilson Gorj me deram desde as primeiras trocas de ideias a respeito dos caminhos a serem adotados até a publicação. A vantagem da publicação pela forma online é a facilidade maior de leitura, uma vez que o acesso é pleno para quem possui um dispositivo do tipo kindle. Por outro lado, há os amantes do livro físico que ainda se encantam com o cheiro e o contato do texto bem ao alcance das mãos.

Qual o seu conselho para as pessoas que querem lançar um livro? Lançar um livro não envolve apenas a dedicação do autor a uma história que ele julga essencial, é encarar o livro como um produto a ser consumido que leva a sua assinatura. É importante que tenha passado por uma leitura crítica (se possível com copidesque) e revisão. É importante também que traga um estilo próprio e originalidade. Escreva algo que seja único, não algo que seja mais do mesmo. Seja relevante.

Como vê a literatura no Brasil? A literatura no Brasil é pulsante e muito eclética, tempos novos escritores pululando por todo o país em gêneros diversos. Os autores brasileiros resistem e persistem porque a literatura é outra forma de se engajar, é fonte de conhecimento e de entretenimento, é mantenedora da cultura, retrato de costumes de uma época, fonte fidedigna de pesquisa antropológica, psicológica e social de um povo.

O que é preciso para que a literatura nacional seja mais valorizada? Criar políticas de fomento à cultura é atribuir-lhe a devida importância, enquanto tivermos governantes que não atribuem à literatura um papel de destaque, dificilmente poderemos incutir em nossos filhos e crianças seu valor. O hábito da leitura, a capacidade crítica e de discernimento é um dos benefícios que a literatura nos traz. Então é preciso dar exemplo e o exemplo deve vir de cima, governantes, pais e professores.

Como faz para divulgar o livro? Qual a melhor forma? Da forma que puder, ainda mais agora sem o apoio de grandes espaços livreiros: entre os amigos, pela internet, nas escolas, na imprensa, nas redes sociais, entre os amigos blogueiros que abrem espaço aos iniciantes, tudo é válido num momento em que a Arte e a Cultura do país parece decrescer, com os espaços que lhe são próprios diminuídos .

Quando começou a escrever, já fazia planos de seguir carreira? Escrever sempre fez parte de minha vida, sempre gostei de me deixar escorrer pelas páginas em branco, mas somente recentemente é que despertei para o desejo de seguir por esse caminho de forma mais profissional, com maior embasamento teórico. Minha formação é basicamente em Estudos da Linguagem, não na literatura em si, mas sempre é tempo de se reciclar. Ou de se descobrir. Escrever é outro modo de viver. Ou de sangrar.

A internet influencia na carreira do escritor? A internet é uma ferramenta imprescindível para manter o escritor atualizado e sintonizado. Ela é valiosa para pesquisa de temas, troca de correspondência, aquisição de informação, além disso, permite o acesso a documentos e a sites especializados. O google maps, por exemplo, fornece uma visão muito real de ruas e de praças, de forma que o autor nem precisa conhecer in loco o cenário onde sua história se desenrola. Mas deve ser encarada assim, como uma ferramenta. A carreira do escritor, o amadurecimento de sua escrita vem da leitura de textos diversos e muita reescritura, apurando o texto, tirando o desnecessário. Somente se torna um bom escritor quem reescreve e revisa.

Deixe um recado para seus leitores e seguidores do blog: Quem lê expande sua vida porque a cada nova história, o leitor conhece novos mundos, cria empatia com pessoas e situações que, de outra forma, não teria acesso. O meu recado é para que leiam para criar conhecimento, leiam para transcender seu tempo e seu espaço. Leiam para se emocionarem com histórias que nos tornem mais humanos.


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terça-feira, 14 de julho de 2020

Entrevista com Edson Capistrano Costa

Edson Capistrano Costa, tem 53 anos, é agente de trânsito da cidade de Olinda. Pai de 3 filhos(Beatriz, Maximiliano e Maria Laura.

Como e quando começou a escrever? Desde a minha infância sempre amei escrever e já escrevia contos que as pessoas se admiravam.

Quais escritores mais te inspiram? Sempre fui um ardoroso fã de aventuras fantásticas e Roberto Howard é sem dúvida um exemplo a ser seguido.

Quais são seus livros favoritos? Amo todos os livros de aventuras e ficção e lembro de um que tinha em minha casa ainda criança(O senhor dos anéis).

Como foi o processo de publicação do seu primeiro livro? Não foi uma experiência muito boa, sofri com atrasos e tive muitos gastos financeiros, o que prejudicou muito no processo de entrega, a ansiedade foi à mil.

Quais dicas você compartilharia com quem deseja fazer publicações também? Diria para ter muita paciência, algum dinheiro reservado para fazer a capa, diagramação, revisão e por aí vai... Isso, claro se optarem por serem autores independentes.

Como é o processo de criação dos seus personagens? O processo de criação dos meus personagens vem desde a minha infância. Já tinha todos eles em minha mente. Quando completei dez anos meus personagens já estavam todos processados, prontos para se eternizar nas quadrilogias do universo de Yuthan.

Quais eventos literários você já participou como escritor e leitor? Sempre fico atento aos eventos literários que acontecem em Pernambuco. Tive o prazer de ir como leitor da Bienal do livro em Olinda e como escritor na reabertura da biblioteca pública de Olinda. Fiz também uma breve apresentação do meu trabalho na Fliporto. Sigo aguardando novos convites, o mundo precisa conhecer o meu trabalho.

Além da escrita, o que mais você gosta de fazer? Sou um homem mais reservado gosto de curtir minha família, e posso dizer com sinceridade que quando faço minhas caminhadas e chego em casa, o que me causa paz e tranquilidade é uma boa dose de café adoçado com mel de abelha. O café me dá um UP para escrever.

Pode compartilhar com a gente quais são seus projetos futuros? Tenho vários projetos, vou revelar dois que eu tô querendo muito que se concretize. Depois que concluir a minha quadrilogia, pretendo escrever um livro de auto ajuda, tenho muito amor à vida e quero compartilhar meus conselhos com todos que anseiam por um pedido de socorro. Vai se chamar “O lago das minhas águas”. E tô querendo lançar um livro infantil também em homenagem aos meus filhos. Quero que eles saibam o quanto os amo e o quanto eles são importantes na minha vida. 

Sinopse do livro: Num distante mundo chamado Yuthan, os seus sete reinos sofrem com as guerras, a carnificina, a destruição com as cinzas das suas principais cidades consumidas em chamas se confundindo com as nuvens no céu persistindo por quase cem anos. Quando sobre uma épica batalha entre as duas mais poderosas nações deste mundo, uma ínfima luz começa a surgir, o seu brilho segue aumentando, aumentando... até que diante dos ensanguentados e moribundos soldados, um meteoro vem a se chocar, e deste dia em diante, todo o destino de um mundo inteiro será moldado pela volta da paz.

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(Livro disponível no Formato Físico)

sábado, 11 de julho de 2020

Entrevista com Paula R. Cardoso Bruno

Publicou o livro de forma física ou online? Quais as vantagens e desvantagens de se publicar pela forma que escolheu? Comecei publicando no Clube de Autores em 2011. Lá eu tinha a opção de físico e ebook, mas em 2017 entrei na Amazon exclusivamente com os ebooks. Desse modo no Clube ficaram apenas alguns físicos. Publicar em ebook, especialmente na Amazon, tem várias vantagens, a mais clara é o preço. Lá eu consigo publicar os livros a partir de apenas R$1,99 - um valor que acredito ser bem baixo e acessível apesar de toda a dedicação e trabalho envolvido. Posso dizer que levo meses até que a ideia se forme e feche completamente na minha cabeça até que todo o processo seja finalizado. Antes de começar a tomar corpo no computador preciso que a trama esteja completa, não vou criando e escrevendo. Alguns autores fazem fichas, rascunhos e roteiros. Eu não sigo exatamente essas etapas, tenho uma metodologia própria na construção, ou melhor, no relato e transcrição dos sonhos, raiz da maioria das minhas histórias. Alguns dos meus livros chegam a passar fácil das 400 páginas, mas mesmo assim mantenho preços baixos. Alguns eu até coloco um pouco a mais, mas nada comparado ao preço praticado em 2011 na outra plataforma. Desse modo, além do KindleUnlimited, o leitor tem a oportunidade de comprar vários livros na Amazon e curtir as histórias, que é o objetivo de todo autor, ser lido.

Qual o seu conselho para as pessoas que querem lançar um livro? O conselho que sempre dou é: Escreva aquilo que você gostaria de ler. Sei que existem as modinhas e os temas que estão em alta, que muitos autores escrevem seguindo as tendências, mas eu não me enquadro muito nessa metodologia de “busca” pelo leitor. Talvez não seja a melhor estratégia para estar entre as autoras mais lidas, mas é assim que sempre fiz e será assim sempre.

Como vê a literatura no Brasil? A literatura brasileira é extremamente rica. Temos os clássicos, os grandes autores que estão na mídia e recebem grandes incentivos, mas existe uma infinidade de nomes, ainda desconhecidos, que escrevem histórias incríveis. O brasileiro é criativo demais e merecia ter um espaço maior para expor as suas histórias. O incentivo dado aos grandes autores deveria ser estendido aos “anônimos”. Isso é uma utopia? Com certeza, mas sonhar faz parte da essência de todo autor.

Nesse ponto é preciso destacar que plataformas como o Clube de Autores e a Amazon colaboram muito para que o autor independente tenha a chance de ser lido. Nem todo mundo tem condições de investir em uma grande editora, isso quando tem a chance de ter o seu original aceito. É um universo muito seletivo, mas muito político, também. É preciso que haja uma intervenção, caso contrário o seu original ficará encalhado com muitos outros. É triste, mas é a verdade.

As pequenas e médias editoras estão abrindo mais portas para os autores nacionais, mas é um longo caminho a ser percorrido. Os eventos literários, como a FLIP e a Bienal também são espaços importantes para a literatura nacional. Ainda não tive a oportunidade de estar lá em um stand de editora, mas quem sabe um dia!

O que é preciso para que a literatura nacional seja mais valorizada? Incentivo a leitura desde a infância não apenas na escola, mas dentro de casa. Infelizmente ainda temos um número muito grande de pessoas que não valorizam a contação de histórias desde os primeiros anos de vida. A meu ver, apresentar o universo da fantasia estimula a imaginação, a criação, mas também o senso crítico. A criança é colocada diante de termos novos e buscará saber do que se trata. São benefícios intermináveis que terão reflexo na sua formação, inclusive, como cidadão.

A criança que cresce com um livro na mão com certeza se tornará um grande leitor e propagará a ideia. Ela se aproximará de pessoas que gostam do mesmo tipo de história, criará vínculos e amizades muito mais saudáveis.

Posso até dar o meu depoimento como filha e como mãe.

Eu cresci em meio aos livros. A minha mãe fazia parte do antigo “Círculo do Livro” que hoje muita gente sequer conhece. Ela sempre leu, eu e o meu irmão, seguimos o mesmo caminho. Crescemos lendo Monteiro Lobato. Aliás, eu lia as histórias em voz alta enquanto os meus pais preparavam o jantar. Era uma forma de me introduzir no mundo da literatura e praticar a leitura em voz alta. Fiz o mesmo com os meus filhos. Tanto a Luisa, quanto o Luiz gostam de ler. A Luisa, inclusive, já está envolvida no universo literário. Ela, que tem 24 anos, já publicou o seu primeiro conto, o meu genro também é autor, mas eles atuam mais nos bastidores, com revisão, por exemplo.

Como faz para divulgar o livro? Qual a melhor forma? Eu uso as minhas redes sociais e todas as ferramentas disponíveis. Fazer parte de grupos, usar as tags literárias e interagir com os leitores ajuda muito nessa construção do público.

Quando começou a escrever, já fazia planos de seguir carreira? Comecei em 2011, mas não com as minhas obras. Eu sempre quis escrever, mas tinha medo de me expor. Comecei então escrevendo FICs de Crepúsculo ainda no Orkut. Foi nessa época que escrevi o meu primeiro romance “Destino” e enviei para todas as leitoras da minha comunidade como presente de Natal daquele ano. Elas gostaram e foi o ponto de partida para que a coragem me dominasse.

Eu não tinha planos de seguir em frente. Os primeiros livros foram literalmente dados, mas com o tempo fui me envolvendo. Hoje a vida de escritora faz parte de mim.

A internet influencia na carreira do escritor? A internet sem dúvida facilita a nossa vida. Por meio da internet publicamos os livros e trabalhamos na divulgação. As redes sociais são uma verdadeira ponte entre o autor e o leitor.

Deixe um recado para seus leitores e seguidores do blog: Gostaria muito de agradecer inicialmente por essa oportunidade de estar expondo um pouco sobre a minha história como autora. Foi incrível. Senti-me imensamente feliz quando recebi o convite. Estou literalmente sorrindo.

Aos meus leitores eu só posso agradecer pela honra de lerem os meus sonhos. Amo quando me procuram e os debates que travamos inbox nas redes sociais sobre os livros. Esse envolvimento é tão incrível que me dá gás para seguir escrevendo.

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*Alguns livros podem ser comprados direto com a autora*

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Entrevista com Serg Smigg

O escritor Serg Smigg mora no município de Caieiras, grande São Paulo. É jornalista e palestrante corporativo com ênfase nas relações internas e externas. Foi professor de Língua Portuguesa na rede estadual de Ensino no estado de S. Paulo, além de assessor de comunicação na Secretaria Municipal da Ação Cultura na cidade em que reside. Atualmente, desenvolve atividades textuais diversas: redator, organizador e revisor publicitários e acadêmicos, além de textos técnicos. Mantém um curso virtual para quem precisa melhorar sua escrita chamado FEB Fale e Escreva Bem - Redação e Expressividade.

Ateu extremamente ativo, procura demonstrar em seus ensaios, crônicas e livros a eficácia de se discutir religiosidade nos tempos atuais, especificamente em relação às distorções político-sociais que esse traço da postura humana emana a todo momento. Entretanto, há em seu pensamento uma questão importante: a dignidade humana

Para Smigg, até mesmo as Religiões mantidas enclausuradas nos templos é fator discutível nos dias de hoje. Com isso, quer dizer que os conceitos limitantes ali discutidos provocam ranhuras terríveis no raciocínio dos mais ingênuos, de forma que a dignidade e inteligência destes sejam menosprezadas por parte de espertalhões. Ou, em versão mais amena, sejam esquecidas por parte daqueles que, uma vez no posto de pastores, realmente creem em tais conceitos.

O livro mais recente de Smigg, Sociedade sem Deus - Mundo Corrigido - explora exatamente a ingenuidade de incautos seguidores daqueles espertalhões. Trata-se de ficção. Contudo, o autor o classifica como ficção possível, já que não aprecia o tipo de ficção em que poderes extraterrestres não têm fundamento, em que zumbis simplesmente passam a comer cérebros sem razão específica, em que humanoides voam e apresentam força descomunal sem qualquer motivação explicável.

No caso de seu livro, todos os fenômenos descritos são embasados com o mínimo de aceitação científica. Segundo Smigg, é melhor maneira que encontrou de respeitar a inteligência de seus leitores.  

Leia abaixo a entrevista que concedeu ao nosso blog.

BLOG MOSAICO DE LEITURA: Quando começou a escrever, já fazia planos de seguir carreira?

Serg Smigg: Tive sempre essa intenção. Escrevo desde os anos 70, tempo de minha adolescência - tenho 61 anos de idade. Contudo, responsabilidades como chefe de família e falta de oportunidade (em especial virtuais) nos anos iniciais de minha carreira me impediram de me dedicar mais ferrenhamente a minha carreira. Com o advento da internet, as coisas ficaram aparentemente mais fáceis. Digo "aparentemente" porque a fluência de oportunidades é proporcional à quantidade de espertalhões, como comentei em resposta a outra pergunta sua abaixo. 

BLOG: Que estratégia usa para divulgar seu trabalho?

Smigg: Tenho lançado mão dos instrumentos que a tecnologia atual oferece: redes sociais, mensagens instantâneas, sites, podcasts etc. e, especialmente, parceiros como você e seu site. Tenho acompanhado as postagens do Mosaico das Leituras. Vejo-o como canal de futuro próprio e futuro de bons escritores. Iniciativas como essa são altamente eficientes e aproximam o escritor de seu público, além de levar seu nome a outros públicos mais.

Penso que os escritores precisam aproveitar oportunidades como esta que o Mosaico de Leituras oferece. Há vários canais de divulgação virtual que, sendo monetizados, requerem recursos dos novos escritores. E recursos de que estes nem sempre dispõem. Não à toa, faço questão de divulgar este site para meus colegas.

BLOG: Você publica seus livros em versão física ou online? Quais as vantagens e desvantagens de se publicar pela forma que escolheu?

Smigg: Inicialmente, na versão virtual. Tenho 5 títulos no Amazon entre romances, crônicas e contos. Mas, a bem da verdade, foi estratégia para registrar os enredos em nuvem também, além de tê-los registrado na Biblioteca Nacional. Em dezembro passado, meu livro mais recente, Sociedade sem Deus - Mundo Corrigido - foi publicado em versão impressa.

BLOG: Como vê a literatura no Brasil?

Smigg: Em verdade, com o advento da internet, é preciso pensar em termos de Planeta, posto que a globalização tem transformado o mundo numa só região, guardadas as devidas proporções evidentemente. A literatura tem ganhado novos ares em todo o mundo. Estilos e expressões impensáveis há dez anos estão latentes hoje no mercado de livros. Isso não significa que sejam melhores ou piores que estilos mais tradicionais; entretanto, para alguns escritores mais plenos de veia artística, a literatura atual perdeu sua essência como elo entre a sensibilidade e a realidade que marcam o dia a dia dos leitores. E deles próprios, os escritores.

No caso Brasil, convém lembrar que é tido por especialistas da área como um país que escreve muito, mas que lê pouco. Estranho isso, não? A internet mostra isso facilmente, apesar de a qualidade literária dos textos virtuais ter seguido por caminhos obscuros.

Assim, vejo a literatura no Brasil - e no mundo - como organismo autoadaptável à realidade das sociedades - como sempre foi e como sempre será. Aliás, penso que essa é função essencial de qualquer arte: escancarar a realidade nua e crua no tempo de sua expressão. E cruelmente.

BLOG: O que você diria para alguém que pretende lançar um livro?

Smigg: Eu me considero um homem de iniciativa, um homem de ideias. Em minhas palestras corporativas, afirmo sempre que, se alguém me disser que gostaria de abrir uma franquia de fast food na Lua, realmente ouço o que a pessoa tem a dizer. Via de regra, grandes ideias nascem de iniciativas aparentemente loucas e despropositadas. Dando uma ou outra sugestão, lapidando algumas estratégias, fazendo uma ou outra alteração, é sempre possível chegar bem próximo do que a pessoa espera. 

No caso de fast food na Lua, por exemplo, hoje isso é impossível. Porém, conversando, expondo ideias, debatendo possibilidades, talvez seja factível lançar uma loja de alimentos com ares cósmicos. Assim, quando as viagens interplanetárias se concretizarem - posto que vão se concretizar -, a iniciativa já estará a meio caminho andado.

Por outro lado, o mundo das artes é infinitamente amplo, plenamente diferenciado. Vejo as artes como válvula de escape para a pressão que as agruras da realidade impõem sobre a mente humana. Nesse cenário, eu diria a qualquer pessoa que pretenda escrever e lançar um livro que vá em frente; que pesquise os melhores caminhos; que busque as melhores opções. 

Antes, porém, a pessoa precisa identificar o próprio estilo, identificar o tema que melhor agrade a si mesma e investir no universo desse tema. Não há nada mais frustrante para um artista de qualquer modalidade que trabalhar em algo que não aprecie.

E muito cuidado, mas muito cuidado mesmo, com aproveitadores de plantão. Tanto quanto espertalhões religiosos usam o desespero de crédulos, espertalhões agenciadores prometem mundos e fundos a quem busca seu lugar ao sol. Leiam atentamente as ofertas de empresas que se dizem experientes no mercado editorial.

BLOG: Por sua visão de escritor, o que é preciso para que a literatura nacional seja mais valorizada?

Smigg: Penso que seria necessário mudança de cultura para que isso aconteça. Em boa parte dos países, escritores medianos são contemplados com o respeito e a consideração que todo escritor merece. No Brasil, o instinto do estrangeirismo está inculcado no espírito nacional desde a descoberta de nosso território. Desde então, há a ideia de que tudo de origem europeia, todos os nativos da Europa e quaisquer costumes europeus sempre foram melhores que os do Terceiro Mundo. Quando os EUA passaram a se destacar no cenário mundial, a fonte de admiração do brasileiro se transferiu para lá.

E, de lá, nunca mais saiu. Até hoje. Nesse sentido, apenas esporadicamente um escritor brasileiro alcança êxito em território nacional na contemporaneidade, especialmente em vida, já que seus nomes ganharam notoriedade póstuma. Jorge Amado, Moacyr Scliar, Ariano Suassuna e mais alguns nomes são exemplos diferenciados. Até mesmo o artisticamente desprezível Paulo Coelho pode ser considerado um escritor fora da curva brasileira.

Então, em resposta a sua pergunta, eu diria que os valores artísticos do escritor brasileiro estão escondidos na pressão cultural que ainda torna a visão dos leitores meio nublada. Ou seja, seria preciso uma forte onda de iniciativas e programas culturais para que esses valores frutificassem.

Não à toa, considero o escritor brasileiro, antes de tudo, um super-herói, um guerreiro fiel a sua essência e a seus sonhos. Sandra Alves, Ludmila Bahia, João Carlos Brambilla, Dany Marks e todos os outros escritores entrevistados neste site são exemplos claros e merecem minha admiração plena.

BLOG: A internet influencia na carreira do escritor? 

Smigg: Certamente, mas apenas nas questões de busca por oportunidades. Em termos técnicos e de estilo, já desenvolvi minha linha artística há anos.

BML: Onde o leitor e amigo de nosso blog pode encontrar seus textos?

Smigg: Como assessor de comunicação de alguns clientes, preciso manter páginas em redes sociais a fim de acompanhar o desempenho. Então, aproveito para expor meu pensamento e meus textos nelas.


Nelas, seus leitores e amigos vão encontrar informações sobre meu livro mais recente. Ou, ainda, por meio de meu WhatsApp profissional: 11 9 8344 6806 (trata-se de telefone divulgado em minhas redes sociais).

BML: Como obter um exemplar do livro Sociedade sem Deus - Mundo Corrigido?

Smigg: Meus leitores têm obtido seus exemplares por meio de contato direto com o sistema da editora. Basta acessar link abaixo, ler a apresentação e o prefácio e, havendo interesse, preencher o formulário. O sistema envia mensagem com instruções para obtenção:


BML: Você teria uma mensagem, uma dica para deixar aos leitores, seguidores e amigos de nosso blog?

Smigg: Meu livro mais recente é dividido em duas partes; cada parte, em alguns capítulos. No início de cada capítulo, deixo uma citação de grandes pensadores e também minhas. Duas delas, ambas minhas, podem ser usadas como recado para os leitores deste blog fantástico:

"A ficção é tão importante para as civilizações que estas procuram suas realidades nas entrelinhas daquela."

Portanto, escrevam. Escrevam. Escrevam. Escrevam sempre que puderem, mas especialmente quando não puderem. É nessas horas que você, escritor, precisa escrever mais.

"Uma sociedade como um todo que necessite de regras jamais vai respeitá-las. Nem sequer uma só delas. É preciso prescindir de regras para que regras sejam respeitadas."

Portanto, não se preocupe muito com regras. Um escritor tem liberdade para fugir delas em seus escritos, em sua criação.

Por fim, preciso deixar expressa aqui minha admiração pela iniciativa de ter criado este espaço para divulgação de escritores. Mesmo eles não assimilam claramente a importância deste site. O trabalho desenvolvido pela equipe do Mosaico de Leituras tem alcance excepcional e fantástico.

E, encerrando, meus mais sinceros agradecimentos pelo convite a esta entrevista.


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(Links e redes sociais na entrevista)

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Entrevista com Vanessa Cardoso

Publicou o livro de forma física ou online? Quais as vantagens e desvantagens de se publicar pela forma que escolheu? Publiquei online porque é uma forma mais simples de publicação exige confecção e diagramação do e-book. No formato físico há mais trabalho com orçamentos com gráficas para impressão e reverter os constantes problemas de entrega pelos correios é muito desgastante.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Entrevista com
Carina Isabel Machado Cardoso
Blog: Publicou o livro de forma física ou online? Quais as vantagens e desvantagens de se publicar pela forma que escolheu?
Carina: Publiquei meu livro nos dois formatos. Pessoalmente, acho que a maior vantagem do livro digital é o preço e a facilidade de compra. A maior desvantagem do livro físico é o preço, sempre mais elevado que o digital, cuja maior preocupação é com a pirataria.

Blog: Qual o seu conselho para as pessoas que querem lançar um livro?
Carina: Vou falar da minha experiência: Simplesmente escrevi. Venci a timidez e a insegurança e trabalhei. Depois do texto pronto fiz algumas revisões, achei uma editora independente e publiquei. Meu conselho é que vençam a timidez e a insegurança e trabalhem. Não fiquem presos à leitura crítica, ou preocupados se outros irão gostar ou não. Apenas escrevam. Façam seu trabalho. E sucesso! 
Blog: Como vê a literatura no Brasil?
Carina: Infelizmente, muito restrita a um nicho que realmente gosta de ler e paga pelos livros. Mas, temos ótimos autores. Em feiras de livros que participei conheci alguns pessoalmente. Gente que quer trabalhar e ter seu trabalho reconhecido. Precisando apenas de oportunidades. As editoras também estão mais rigorosas na seleção, pois pensam se vale a pena investir no autor.
Blog: O que é preciso para que a literatura nacional seja mais valorizada?
Carina: Acredito que tudo vem "de casa", no exemplo. Pais que leem formam filhos leitores. A educação é bem defasada em termos de leitura. Digo por mim, li muito pouco na escola, portanto, não é algo atual. É importante que os professores estimulem as crianças a lerem o que gostam e não apenas o que está no programa de educação.

Blog: Como faz para divulgar o livro? Qual a melhor forma?
Carina: Uso as redes sociais e digo a todos que conheço que escrevo e passo os endereços para compra. Participo de eventos, feiras, etc. Não existe melhor forma, deve-se aproveitar todas as oportunidades para divulgar o trabalho realizado.
Blog: Quando começou a escrever, já fazia planos de seguir carreira?
Carina: Sim, desde o começo pensei em me profissionalizar.

Blog: A internet influencia na carreira do escritor?
Carina: Sem dúvida. Há muito material para pesquisa, tanto gratuito quanto pago. Sem a Internet seria muito difícil ter acesso a estes materiais. Sem contar a divulgação gratuita.

Blog: Deixe um recado para seus leitores e seguidores do blog:
Carina: Não se intimidem para escrever. É terapêutico. Usem o que puderam para sua inspiração, nem que seja uma borboleta na janela.
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sábado, 11 de abril de 2020

Filme Pixote a lei do mais fraco
 por Cyntia Bandeira Lino

Este sensacional filme brasileiro, que lotou os cinemas de todo o Brasil e de vários países do mundo, estreou no cinema no dia 26 de setembro de 1980. Ele foi um marco no cinema nacional, pois foi o primeiro filme no Brasil a retratar o problema dos meninos de rua. Foi indicado a muitos prêmios.
Depois de uma ronda policial, algumas crianças de rua, incluindo Pixote, um mero menino morador das ruas da cidade de São Paulo de apenas onze anos de idade, são enviadas para um reformatório de delinquentes juvenis (equivalente a uma FEBEM, hoje em dia, chamada de FUNDAÇÃO CASA). A prisão é uma escola infernal onde Pixote cheira cola como fuga emocional para as constantes ameaças de abuso e estupro que testemunha no local. Logo fica claro que os jovens criminosos são apenas joguetes para os sádicos guardas do abrigo e para seu diretor; quando um menino morre por abuso físico por parte dos guardas, estes procuram jogar a culpa do assassinato em outro menino, o amante de Lilica, um garoto homossexual. Convenientemente, o amante de Lilica também "morre", com a ajuda dos guardas.
   Logo depois, Pixote, Chico, Lilica e seu novo caso amoroso Dito encontram uma oportunidade de fugir da prisão. Após escaparem, eles fazem algumas “trombadas”, que se trata de trombar em pessoas para lhes roubar bolsas e carteiras. Depois, Lilica e Cristal, um traficante, se encontram. A turma de marginais permanece no apartamento de Cristal, mas quando surgem tensões entre eles e Cristal, o grupo vai para o Rio de Janeiro para fazer uma negociação de cocaína com Débora, uma stripper conhecida de Cristal. Chegando lá, porém, eles acabam sendo passados para trás pela stripper, que acaba matando Chico e sendo esfaqueada por Pixote, o que se torna o primeiro assassinato cometido pelo menino.
   Eles encontram Sueli, uma prostituta abandonada pelo seu cafetão e que acabara de fazer um aborto clandestino. Juntam-se a ela para roubar os clientes da prostituta durante os seus programas, mas o clima começa a ficar tenso quando Dito e Sueli ficam atraídos um pelo outro, causando profundo ciúme em Lilica, que acaba abandonando o grupo quando presencia Dito e Sueli fazendo sexo. O esquema de roubo acaba dando errado quando um americano que vai fazer um programa com Sueli reage inesperadamente quando Dito anuncia que vai assaltá-lo (uma vez que ele aparentemente ele não entende português) e os dois se atracam. Pixote, ao tentar mirar o americano com sua pequena pistola, erra e acaba acertando e matando Dito, para desespero de Sueli; o americano também é morto por Pixote.
   Desolados, Pixote e Sueli estão agora sozinhos no mundo. O menino tenta buscar o carinho de Sueli, procurando nela a figura de uma mãe, mas ela o rejeita e o manda embora. Ele então se vai e é visto andando por uma linha ferroviária, de pistola na mão, se afastando até ir desaparecendo na distância.

*Recomendo:
Vídeo do canal da Cyntia sobre o filme Pixote, clique aqui
Vídeo sobre o ator Fernando Ramos da Silva(Pixote), clique aqui

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